Com polêmica no fim, Cruzeiro vence Palmeiras e abre vantagem na semifinal da Copa do Brasil

Cirúrgico. Assim foi o Cruzeiro na noite desta quarta-feira contra o Palmeiras, pelo primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil. Com um gol de Hernán Barcosno começo da partida, o time abriu o placar em São Paulo e segurou a partida até o final, contando com boas defesas do goleiro Fábio. O Palmeiras deixou o campo reclamando da arbitragem, no último lance, quando balançou as redes do time cruzeirense, mas o árbitro Wagner Reway paralisou a jogada antes da finalização de Antônio Carlos. Vantagem agora para os comandados de Mano Menezes, que jogarão por um empate no Mineirão, no segundo jogo, dia 26 de setembro.

O Palmeiras, como mandante, iniciou a partida pressionando o Cruzeiro e, logo aos três minutos, Borja obrigou Fábio a operar um milagre. No entanto, no lance seguinte, o time de Mano Menezes foi implacável. Robinho avançou pela direita, fez ótima tabela com Thiago Neves e tocou para Barcos, que dominou com o peito e tocou na saída de Weverton para abrir o placar. O Verdão não sentiu o gol. Seguiu tentando pressionar. As principais chances foram com Dudu, aos dez minutos, e com Borja, aos 28, mas eles não conseguiram acertar a meta celeste. Já no fim da primeira etapa, aos 41, a Raposa quase ampliou o marcador. Thiago Neves deu lindo passe para Arrascaeta, que finalizou para defesa à queima-roupa de Weverton. Os 45 minutos iniciais terminaram com 1 a 0 no placar da Arena Palmeiras.

O segundo tempo começou com clima quente. Muita reclamação por parte do Palmeiras, com inclusive consulta ao árbitro de vídeo por causa de uma disputa de bola entre Egídio e Bruno Henrique, em que o cruzeirense deu uma solada no palmeirense, mas que acabou não levando o amarelo. De chance mesmo só aos 21 minutos, quando Mayke chutou cruzado, e Fábio defendeu. Dez minutos depois, Willian obrigou novo trabalho do goleiro cruzeirense em chute fora da área. O goleiro cruzeirense impediu o Palmeiras de novo, após chute cruzado de Lucas Lima. A pressão aumentou quando Edilson levou o cartão vermelho por reclamação. Nos minutos finais, dois sustos para os cruzeirenses: em cruzamento, Egídio tentou tirar para a linha de fundo, mas quase mandou para a própria meta. Fábio, ele de novo, salvou a Raposa. No outro lance, Lucas Lima acertou o travessão. Mas, no final, a polêmica principal: Fábio sai mal do gol, a bola sobrou para Antônio Carlos, que faz o gol. O juiz já havia apitado, marcando falta no goleiro celeste. Jogadores palmeirenses reclamaram e pediram a consulta do VAR, mas o árbitro encerrou a partida.

“LEI DO EX” E FIM DO JEJUM

Eram 11 jogos de jejum pelo Cruzeiro. Barcos findou a má fase justamente contra o seu ex-time. E foi logo aos quatro minutos de partida. É o segundo gol do atacante com a camisa cruzeirense, que já havia marcado contra o Atlético-PR, na vitória por 2 a 1, no Mineirão, pelo Brasileiro.

O Palmeiras saiu enfurecido com a arbitragem de Wagner Reway. A principal reclamação foi em relação ao último lance. Os jogadores e a comissão técnica comandada por Felipão pediram a revisão do lance pelo árbitro de vídeo, mas a arbitragem não atendeu ao pedido e seguiu o lance, terminando a partida logo em seguida.

Assim como foi nas oitavas e nas quartas da Copa do Brasil, o Cruzeiro começou a semifinal fora de casa e venceu. Aconteceu contra Atlético-PR e contra o Santos. Agora, contra o Palmeiras. O time vence por 1 a 0, em São Paulo, e leva a vantagem novamente para casa.

Palmeiras e Cruzeiro voltam a campo na próximo domingo, às 16h (de Brasília). O Verdão visita o Bahia na Fonte Nova, enquanto a Raposa terá o clássico contra o Atlético-MG, no Mineirão. Ambos os duelos são válidos pela 25ª rodada do Brasileirão.

Globo Esporte