Eurico reafirma posição e condena ‘elitização ilegítima’ do Maracanã

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A guerra nos bastidores do futebol carioca está mais do que declarada. Em comunicado divulgado em seu site oficial, o Vasco respondeu ao pronunciamento do Consórcio Maracanã voltando a criticar a forma como a concessionária supostamente discrimina o clube quanto à utilização do estádio.

“O Vasco reafirma sua posição de não aceitar nenhuma ação discriminatória na relação com o Maracanã. Enquanto a discriminação for mantida e não forem observadas condições igualitárias, e também o seu histórico direito não for respeitado, o Vasco não jogará no estádio”, diz um trecho da nota oficial cruz-maltina, que é assinada por Eurico Miranda.

A insatisfação na Colina nasce na tradicional disposição das torcidas em clássicos disputados no estádio. Desde 1950, ano em que o Maracanã foi inaugurado, a torcida do Vasco ocupa o lado direito das cabines de televisão. O clube conquistou esse direito por ter sido o primeiro campeão carioca na Era Maracanã. O Flamengo historicamente fica do lado oposto para facilitar a segurança dos clássicos, enquanto Fluminense e Botafogo não tinham lado fixo.

Eis que o Consórcio ‘despejou’ o Cruz-maltino, reservando o espaço para o Tricolor das Laranjeiras, que assinou convênio com o novo estádio. Então Eurico Miranda comprou briga reclamando do privilégio ao Fluminense e estremecendo a relação com o Maracanã.

“Mais uma vez a empresa que administra o bem público Maracanã confunde profissionalização com elitização. Por fim, o Vasco da Gama, como instituição centenária, não reconhece legitimidade ao Consórcio Maracanã na adjetivação do futebol carioca”, dispara o clube.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

O Vasco reafirma sua posição de não aceitar nenhuma ação discriminatória na relação com o Maracanã. Enquanto a discriminação for mantida e não forem observadas condições igualitárias, atos estes contrários ao Edital de Licitação e ao Contrato de Concessão, e também o seu histórico direito não for respeitado, o Vasco não jogará no estádio.

As determinações de proteção aos quatro grandes clubes do Rio são claras e nenhum contrato assinado entre as partes pode se sobrepor a isso. O Vasco também lamenta que mais uma vez a empresa que administra o bem público Maracanã confunda profissionalização com elitização. Por fim, o Club de Regatas Vasco da Gama, como instituição centenária, não reconhece legitimidade ao Consórcio Maracanã na adjetivação do Futebol Carioca.

Eurico Miranda
Presidente

 

Fox Sports

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