Flamengo e Corinthians ficam no empate no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil

O Flamengo pressionou, chegou a ter 70% da posse de bola, mas não conseguiu furar a retranca do Corinthians, e o primeiro duelo das semifinais da Copa do Brasil entre os times de maior torcida no país terminou empatado em 0 a 0. Jair Ventura, em seu segundo jogo no comando do Timão, montou um ferrolho com três volantes, três meias e nenhum centroavante, abdicando do ataque – foram só três finalizações do Corinthians no jogo todo, nenhuma no segundo tempo. O Flamengo de Mauricio Barbieri, por sua vez, trocou cinco vezes mais passes do que o rival (584 x 112), girou a bola pra cá, pra lá, finalizou 21 vezes, mas pouquíssimas com algum perigo para o goleiro Cássio. No total, o Flamengo alçou 32 bolas na área (contra nenhuma do Corinthians) e conseguiu apenas cinco cabeçadas – em todos os outros lances, a defesa do Corinthians se sobressaiu.

O jogo da volta será no dia 26, em Itaquera – quem vencer avança à final da Copa do Brasil, e um novo empate (independentemente do placar) leva a decisão para os pênaltis. Até lá, os dois times estarão focados no Campeonato Brasileiro. No sábado o Flamengo fará o clássico contra o Vasco, às 19h, em Brasília. Já o Corinthians joga no domingo, contra o Sport, às 19h, em São Paulo.

Uribe e Vitinho foram substituídos no segundo tempo e saíram vaiados pelos torcedores do Flamengo. Já os pouco mais de dois mil corintianos chegaram a cantar mais alto do que os mais de 50 mil rubro-negros no fim do jogo, felizaços com o empate em 0 a 0.

Menos de 24 horas após enfrentar El Salvador com a seleção brasileira em Washington, nos Estados Unidos, Lucas Paquestá estava em campo pelo Flamengo. Em entrevista à TV Globo, ele disse que “cansaço não entra em campo”. Sua atuação, porém, foi discreta (saiu aos 27 minutos do segundo tempo, substituído por Willian Arão), assim como a de Fagner. O lateral-direito do Corinthians também tinha sido convocado por Tite, mas acabou dispensado por lesão muscular na coxa esquerda. O tempo de recuperação era de 21 dias, mas ele voltou a jogar em 14 – e saiu aos 31 minutos do segundo tempo, substituído por Paulo Roberto.

Flamengo, como previsto, tomou a iniciativa e ficou com a bola diante de um Corinthians recuado – apenas Jadson teve responsabilidade menor na marcação. A primeira chance do Fla saiu antes do primeiro minuto, num chute de Éverton Ribeiro, e tentou uma pressão, mas Paquetá e Diego, diante da linha de cinco meio-campistas do rival, tiveram de recuar demais para buscar a bola. Só Vitinho, pela esquerda, serviu como válvula de escape e exigiu defesas de Cássio.

Depois de sofrer muito, o Corinthians conseguiu duas saídas rápidas – uma delas em erro infantil de Paquetá –, mas Clayson e Douglas erraram o alvo. Cássio fez mais duas defesas difíceis no fim do primeiro tempo, dando o tom de um primeiro tempo de ataque contra defesa. O Fla teve 67% da posse de bola e trocou 287 passes certos. QUATRO VEZES mais do que o Timão, que só teve 66 passes trocados nos 45 minutos iniciais.

Nada mudou em relação à etapa inicial: o Flamengo continou com a bola, girando de um lado para o outro, mas com dificuldades em furar a retranca do Corinthians. Barbieri mexeu: tirou Paquetá e Uribe para colocar Willian Arão e Henrique Dourado, e depois Vitinho para a entrada de Lincoln. Cássio, porém, seguiu sendo pouco exigido. Os melhores momentos do Flamengo eram em escanteios, com a presença de Réver gerando preocupação nos zagueiros do Corinthians. O empate em 0 a 0 parecia tudo o que Jair Ventura queria, e NENHUMA finalização foi registrada no segundo tempo pelo Timão – o goleiro Diego Alves saiu com o uniforme limpinho. No final, a torcida corintiana saiu feliz da vida, celebrando o empate, enquanto a do Fla ficou na bronca com a inoperância do time no ataque.

Globo Esporte