Blumenau Futsal volta a flertar com a Liga Nacional

– Resolvi “peitar”.

 

Com essa frase, o presidente do Blumenau Futsal, Marcelo Weber, resumiu o interesse da equipe em disputar a Liga Nacional no ano que vem. A ideia, que havia ficado de lado por conta da não possibilidade de jogar no Galegão e a falta de recursos, voltou à tona por dois fatores: o sinal positivo de pelo menos dois patrocinadores e a desistência de Concórdia em disputar a elite brasileira.

 

A vaga que Blumenau negocia é a da Umbro, que estava com o time do Oeste e chegou a ser especulada na última semana em Chapecó. As conversas já estão bem adiantadas e foram motivadas após o encontro do coordenador técnico do time, Alexandre Jahn, com representantes da empresa de materiais esportivos em Joinville, na segunda-feira da semana passada.

 

Para confirmar a presença, o time blumenauense teria que pagar 30% do valor da vaga – cerca de R$ 190 mil – à Liga. Para Weber esse valor não é um problema, já que pode ser parcelado. O que o Blumenau Futsal corre atrás é para fechar um orçamento de pelo menos R$ 100 mil mensais para o ano que vem. Esse valor seria suficiente para formar uma equipe competitiva e custear toda a logística.

 

Weber conta que 70% desse valor já está captado, o que anima a diretoria a bater de porta em porta das empresas para buscar o restante. O presidente conta que, caso consiga essa grana, a vaga na Liga Nacional ficará com Blumenau.

– Mas eu só vou se tiver todo o dinheiro garantido. Conosco é assim: a gente vai, faz e paga – conta Weber.

 

Caso a equipe confirme a vaga – o que, pelo otimismo de Marcelo Weber é possível que ocorra ainda nesta semana – o time disputará a competição no ginásio do Sesi, onde a quadra tem as dimensões oficiais exigidas pela Liga (20 metros por 40 metros). Assim, o time disputaria apenas campeonatos estaduais no Galegão.

 

Uma boa oportunidade para os empresários. A exposição que a AD Hering teve em 2014 na disputa da Liga, ao chegar às quartas de final e por pouco, mas por muito pouco mesmo, não eliminar Sorocaba do craque Falcão, provou que basta organização e apoio para que a cidade possa chegar longe.

Ah, oportunidade também para nossos dirigentes esportivos se mobilizarem para corrigir o erro (para não usar outra palavra), e reformar de uma vez por todas a quadra do Galegão.

 

Fonte: Augusto Ittner – Jornal de Santa Catarina / Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS