Na Vila, Santos não sai do zero com o Real Garcilaso, mas termina em primeiro

No dia da greve dos caminhoneiros, tudo parado na Vila Belmiro. Houve falta de abastecimento ao ataque santista e muita irritação por parte dos torcedores. O empate em 0 a 0 com o Real Garcilaso, em casa, deu ao Santos a primeira colocação no Grupo 6 da Libertadores, mas a sensação geral é de que o time não tem combustível para ir longe na competição sul-americana. O técnico Jair Ventura tem a popularidade cada vez mais em baixa entre os torcedores. O clima ao final do jogo foi de revolta, com protestos e vaias.

Classificado em primeiro (o Estudiantes venceu o Nacional por 3 a 1 e ficou com a segunda vaga), o Santos agora espera o sorteio dos confrontos das oitavas de final, marcado para o dia 4 de junho. Boca Juniors, Racing e Flamengo estão entre os times que podem ser o adversário do Peixe na Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe joga domingo, contra o Cruzeiro, no Pacaembu.

“Não tenho o que comentar da torcida, prefiro não falar. Chegamos nas semifinais do Paulista e não passamos nos pênaltis. Na Copa do Brasil classificamos, e na Libertadores passamos em primeiro. Queríamos a vitória, mas, com nove (jogadores) atrás da linha da bola, é difícil. Dentro de casa estamos ganhando quase todas. É continuar esse trabalho. Classificamos em primeiro. A meta foi conquistada”.

Foram 45 minutos de puro tédio numa Vila Belmiro esvaziada (já que o Santos estava previamente classificado e muitos santistas que moram em São Paulo resolveram não descer a Serra para economizar combustível, em meio à greve dos caminhoneiros). O Real Garcilaso, fraquíssimo tecnicamente, entrou para não sofrer uma goleada, todo retrancado. E encontrou um Santos com falhas crônicas de armação. Jogadores como Sasha, Rodrygo e Gabriel até tentavam se movimentar para tentar abrir um espaço. Mas Jean Mota e Vitor Bueno, burocráticos em demasia, não contribuíam em nada. A melhor chance do Santos foi criada num chute de Sasha que deu rebote e… Vitor Bueno perdeu na pequena área.

Vitor Bueno, que já havia sentido uma lesão no tornozelo esquerdo no final do primeiro tempo, levou uma pancada no mesmo local logo no início da etapa e foi substituído por Yuri Alberto, que entrou com a missão de ser um ponto de referência no ataque. Pouca coisa mudou. Na sequência, Jair trocou Diego Pituca (substituto de Alison, machucado) por Copete, ficando com cinco atacantes de origem em campo. Mas continuava faltando inteligência ao Santos para furar a retranca peruana. O goleiro Morales volta para o Peru sem ter uma defesa difícil para relatar para seus familiares.

Globo Esporte