Nos pênaltis, Subasic pega três, Croácia bate a Dinamarca e avança às quartas de final

Uma partida que começou com dois gols em quatro minutos e depois se arrastou no mais puro tédio pelos outros 112, até virar pura emoção novamente, com o craque de um dos times perdendo a chance de matar o jogo num pênalti no final da prorrogação, permitindo que a vaga fosse para a decisão por penalidades. Este é o roteiro de Croácia x Dinamarca. Melhor para os croatas, que venceram nos pênaltis por 3 a 2 após o 1 a 1 do tempo normal, depois de Modric, camisa 10 do Real Madrid, perder sua penalidade no fim do segundo tempo do tempo extra(Schmeichel defendeu). Nas penalidades, deu Croácia. Schmeichel pegou mais duas, foi eleito o homem do jogo, mas Subasic defendeu três, e coube a Rakitic anotar a última cobrança para dar a classificação à Croácia.

Nas quartas de final, a Croácia enfrentará a surpreendente Rússia, que eliminou a Espanha nos pênaltis. O jogo será no sábado, em Sochi, às 15h de Brasília.

O jogo começou num ritmo alucinante, com dois gols antes dos quatro minutos: Braithwaite abriu o placar para a Dinamarca aos 55 segundos, aproveitando uma bola espirrada na área após arremesso lateral de Knudsen, e Mandzukic empatou na sequência, também aproveitando um bate-rebate na cozinha dinamarquesa. Depois disso, o que se viu foi a Croácia tentando impor seu ritmo de toque de bola, tendo mais a posse (56% contra 44%), mas encontrando dificuldade para romper as linhas da Dinamarca, que assustou em alguns bons avanços de Braithwaite, a novidade na escalação, no lugar de Sisto. O empate acabou sendo o resultado justo.

O ritmo caiu consideravelmente, à medida em que o jogo foi ficando cada vez mais amarrado no meio-campo. O toque de bola da Croácia simplesmente não se encaixava, e a Dinamarca conseguiu impor seu ritmo de força, com o trio ofensivo Nicolai Jorgensen (1,94m), Yurary Poulsen (1,93m) e Braithwaite (1,80m). Com a entrada de Kovacic no lugar de Brozovic, o técnico Zlatko Dalic abriu um pouco mais seu time, tentando se posicionar mais no campo da Dinamarca. Era tudo o que os dinamarqueses queriam, já que sobrou mais espaço para os contra-ataques.

Com os dois times cansados, o jogo ficou mais aberto, com chances de gol dos dois lados. Modric passou a ter mais espaço e achou uma enfiada de bola genial para Rebic, que driblou o goleiro, mas foi derrubado por trás por Mathias Jorgensen antes de fazer o gol. Pênalti, que Modric foi bater e… errou! O craque do Real Madrid bateu mal, e Schmeichel fez a defesa.

Pela Dinamarca, Eriksen errou (Subasic pegou), Kjaer acertou, Krohn-Dehli acertou, Schöne errou (Subasic pegou) e Nikolai Jorgensen errou (Subasic pegou).

Pela Croácia, Badelj errou (Schmeichel pegou), Kramaric acertou, Modric acertou, Pivaric errou (Schmeichel pegou) e Rakitic marcou a última cobrança.

Peter Schmeichel, goleiro da Dinamarca na maior campanha do país numa Copa do Mundo (quartas de final em 1998), vibrou com as defesas do filho, eleito o melhor jogador em campo em votação da Fifa. E sofreu com a derrota…

Depois do jogo, Subasic exibiu uma camisa com a camisa em homenagem a Hrvoje Custic, amigo e colega no Zadar, que faleceu em 2008, depois de ter batido com a cabeça num muro (que ficava a 2m do campo), durante um jogo.

O camisa 10 do Real Madrid vinha tendo uma atuação discreta, bem marcado pelos dinamarqueses, até aparecer com um passe genial para Rebic sofrer pênalti no final da prorrogação. Modric foi para a bola e… perdeu! Na decisão por pênaltis, porém, não fugiu e converteu sua cobrança. No final, correu até a arquibancada para comemorar com a família.

O camisa 10 da Dinamarca até apareceu mais do que Modric durante o tempo normal. Chegou a mandar uma bola na trave no primeiro tempo. Mas acabou falhando na disputa por pênaltis, assim como Schöne e Nikolai Jorgensen (Subasic pegou a cobrança dos três).

Havia muitos argentinos nas arquibancadas do estádio de Nizhny Novgorod. Motivo: compraram ingessos de forma antecipada, achando que a Argentina se classificaria em primeiro do Grupo D. Acabou passando em segundo, e sendo eliminada pela França em Kazan, 400km a leste. Os únicos argentinos em campo foram os do trio de arbitragem, comandado por Nestor Pitana, em destaque nesta foto (com a bandeira argentina ao fundo).

Globo Esporte