Análise: primeira versão do Palmeiras de Luxa tem leque de opções e vagas em aberto

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A delegação do Palmeiras que viajou a Itu (e goleou o Ituano por 4 a 0, na última quarta-feira), pela primeira rodada do Campeonato Paulista, tinha três pontas de ofício à disposição para o lado esquerdo, oposto ao de Dudu. Mas nenhum deles foi titular.

Gabriel Veron (sensação promovida das divisões de base no fim do ano passado), Willian (um dos nomes do elenco com mais atuações pelo clube) e Wesley (que tem se destacado após retornar de empréstimo) começaram no banco de reservas do estádio Novelli Júnior.

Em vez de um atacante pela beirada, o técnico Vanderlei Luxemburgo optou por Raphael Veiga mais uma vez no setor. O meia apareceu pouco e acabou dando lugar a Veron no intervalo, mas a sua escalação entre os 11 iniciais é só um dos exemplos de quantas opções há no elenco, reforçado até o momento apenas com garotos.

A troca no intervalo, somada a uma estratégia muito mais ofensiva, depois de um primeiro tempo estudado, foi o primeiro passo para o Palmeiras dominar a etapa final.

À medida que os gols foram saindo – Marcos Rocha e Lucas Lima fizeram os dois primeiros –, e o Ituano foi sendo facilmente vencido, Luxemburgo decidiu preservar dois jogadores experientes que ainda recebem maior cuidado da preparação física nesta pré-temporada: o atacante Luiz Adriano e o volante Ramires, ambos contratados no meio do ano passado, foram substituídos por Willian e Zé Rafael.

Os substitutos, em mais um exemplo da polivalência que a comissão técnica enxerga neste elenco, não entraram para exercer suas funções de origem. O atacante de beirada foi um falso 9, enquanto o meia atuou como segundo volante. Curiosamente, foram deles os dois últimos gols.

– Eu quero meus jogadores incomodando um ao outro. Quero que o segundo repórter seu incomode para ganhar a sua vaga. No futebol não é diferente. Vou ter um time titular, vou rodar alguma coisa, alguém vai cansar. Mas quero que encoste no rabo do outro para poder ganhar a vaga. Ou vai ficar muito fácil e confortável. Eu sou o dono da posição e não acontece nada? – comparou o técnico.

A primeira versão do Palmeiras de Luxemburgo ainda não teve o volante Bruno Henrique (que se recupera de lesão muscular), o zagueiro Vitor Hugo (em transição física), o meia Gustavo Scarpa (cuja negociação para saída não avançou)… Três nomes importantes na temporada passada.

A primeira versão dificilmente será a última do ano e certamente não será a única. Com tantas opções à disposição – numa quantidade maior graças à promoção de bons talentos da base –, o treinador vai quebrar a cabeça para definir suas escalações.
Ainda mais quando o grupo estiver fechado e todo à disposição. Só para citar as pontas, além dos três citados lá no comecinho deste texto, o Palmeiras ainda terá em algum momento Iván Angulo (atualmente a serviço da seleção colombiana pré-olímpica) e Luan Silva (que se recupera de cirurgia no joelho).

Sem contar Rony, do Athletico, grande alvo do clube neste momento na janela de transferências.

Fonte: Globo.com

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